terça-feira, 25 de novembro de 2008

O caminho da saudade




sinto saudades de fazer amor e não sexo.
aquele olhando no olhar, sentindo a verdade, a vontade.
sinto saudades do dia seguinte; da atenção,
da consideração, da suposição.

sinto saudades de querer mais, não sentir medo.
sinto saudades de poder ligar a qualquer hora,
dividir e multiplicar, sem a falsas esperanças.
sinto saudades daquele tempo em que se apaixonavavam
pelo jeito como eu dormia e sorria.

Que falta que faz a veracidade dos fatos, o tesão,
por viver e encontrar; sem o falso brilho no olhar.
Que saudades de me entregar, fazer loucuras, e viver sorrindo.
Ter reciprocidade, ter um ombro, e achar tudo lindo.

Quem sabe um dia eu entenda esse meu coração.
Talvez eu perceba que esse mundo não é pra mim não.
Que todo mundo só quer alguém por tempo determinado
e todo defeito é dificuldade para andar lado-a-lado.

Quem sabe um dia eu tenha mais calma;
e saiba compreender e entender.
Que a hora de amar novamente,
não sou eu quem escolhe....
e muito menos, você!

5 comentários:

Flor de lis disse...

Não somos os donos da nossas própria vida, não temos as rédias do nosso destino, embora soframos consequências dos nossos atos.

Belo poema.
=)

paula barros disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
paula barros disse...

Carol,
também quero um amor assim. Onde também possa propiciar e saber receber.
Muito bonita sua poesia.
abraços

Carla P.S. disse...

Não somos nós quem escolhemos, mas ao mesmo tempo somos.. Pra cada tombo,há uma estrelinha que cresce na nossa alma, nos lembrando que algo brilha.Purificação é o nome.
E tu retornarás com o brilho no olhar, o toque de mãos, as mãos que se recolhem juntas, o sono abraçadinho...Desejo isso pra todo mundo, e pra mim tb. Risos.
Obrigada por emprestar tua caixinha de giz! Eu quero o rosa e o verde limão!!!
Aceite um cafezinho pra pensar sobre isso. Beijão.

Roberta Bandeira disse...

excelente texto amiga! adorei!
beijos